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Segmentar o investimento

O crescimento do negócio dos capitais de risco em Portugal levou as diversas instituições bancárias a estarem presentes neste tipo de investimento. A New Capital é a sociedade de private equity criada pelo Banif Investimentos em Abril de 2003, estando habilitada a exercer a sua actividade a partir de Julho de 2003, para concretizar a sua actividade de private equity.

Investir nas empresas, tomando parte do seu capital social e intervindo na sua administração são as principais características do private equity, uma forma de investimento ainda numa fase inicial de desenvolvimento no nosso País. Para além do Estado e de algumas sociedades privadas de capitais de risco, também a banca marca, quase que forçosamente, presença neste tipo de investimento. Um desses exemplos é o Banif, que através do seu Banco de Investimento criou uma sociedade de private equity, a New Capital, para marcar presença nos negócios de capitais de risco. Gonçalo Pereira Coutinho, administrador do Banif Investimentos, justifica a presença do grupo neste tipo de negócio, “em primeiro lugar, porque acreditamos que pode ser um negócio interessante participar no capital de empresas, de diversos sectores e em diferentes fases do seu ciclo de vida. Por outro lado, achamos que faz parte da função de um grupo financeiro, como aquele em que o Banif Investimento está integrado, ter todos os meios de apoio às empresas. Temos outros tipos de financiamento para as empresas, mas em termos de participação no capital das empresas era uma lacuna que o Banif apresentava, uma vez que não tinha um investimento que permitisse apoiar empresários em determinados projectos que não necessitan apenas de financiamento, mas sim de um parceiro de capital. Muitas das médias empresas portuguesas têm níveis de endividamento superiores aos das congéneres europeias e os novos projectos dificilmente obtêm financiamento bancário, pelo que considerámos que devíamos entrar nesta área de negócio”.
Presentes no mercado de private equity há cerca de um ano e meio, o Banif Investimentos definiu a sua estratégia para este tipo de negócio e Gonçalo Pereira Coutinho explica que “constituímos a New Capital, inicialmente com cem por cento de capitais do grupo Banif e lançámos o primeiro fundo de capital de risco, chamado Capven, que tem 7,5 milhões de euros de capital realizado, para serem investidos como capital de desenvolvimento ou de expansão, participando no aumento de capital de empresas já existentes. Já concretizámos dois investimentos através deste fundo, que é apoiado pelo IAPMEI. No final do primeiro semestre de 2004, estabelecemos duas parcerias ao nível do capital da New Capital. Uma com a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e outra com a Associação Empresarial de Portugal (AEP) que passaram, cada uma, a deter 20 por cento do capital da sociedade. Estabelecemos parcerias com estas entidades porque nos podem trazer novas oportunidades de negócio. Se a AEP nos permite fazer uma ligação mais próxima com as empresas, a FLAD contribui com o seu know-how, ou o acesso a esse know-how científico e tecnológico. Para além disso constituímos, com ambas, um novo fundo de vocacionado essencialmente para o Early Stage, ou seja, para a fase inicial da vida das empresas. O New Early Stage Found é um fundo bastante recente, ainda sem investimentos realizados, mas com vários negócios a serem actualmente analisados, ou em fase de concretização e que conta com 4.5 milhões de euros de capital comprometido”. Para além destes dois fundos, a New Capital constituiu, no final do ano passado, um novo fundo, “que foi totalmente subscrito pelo Instituto de Desenvolvimento Empresarial da Madeira (IDE) e que tem como missão investir unicamente no Arquipélago da Madeira, sendo a New Capital a sociedade gestora. Este é um fundo destinado a PME’s presentes em todos os sectores de actividade, em qualquer fase da vida das empresas, tendo como restrição a localização na Região Autónoma da Madeira”, numa iniciativa que conta com a parceria dos Fundos POP RAM.
No entanto, a New Capital prepara-se para investir em empresas familiares que enfrentem uma situação de sucessão na administração. “Estamos preparar um novo fundo, que já foi aprovado pelo Fundo de Sindicação de Capitais de Risco – PME - IAPMEI, para intervir na transmissão de empresas familiares, dotando-as de equipas de gestão dinâmicas e competentes, que garantem a sustentabilidade da sua capacidade de inovação e a continuidade da empresa. O objectivo principal deste quarto fundo é participar no capital de empresas familiares que estejam numa situação de sucessão na administração. Portugal é um país onde as empresas familiares têm um peso muito superior à média europeia que, por sua vez, é muito superior ao da média americana, e o que acontece é que muitas vezes as empresas não aguentam a sucessão de uma geração para a seguinte”, considera o administrador do Banif Investimentos, justificando, assim, o investimento nesta fase da vida das empresas


Segmentar o investimento

A New Capital concretizou, até agora, investimentos em private equity em sectores tão diversos como o negócio dos vinhos, o comércio a retalho, a electrónica e comunicações ou os media. No entanto, não faz parte da filosofia da sociedade segmentar o investimento por sectores de actividade, pois, segundo Gonçalo Pereira Coutinho, “o nosso País é demasiado pequeno para que se imponham restrições sectoriais em termos de investimento, porque o próprio é quase um nicho e achámos que isso não fazia sentido. Não temos nenhum sector de actividade onde não possamos investir, com excepção dos integrantes do sector primário (agricultura, pescas ou pecuária) para os fundos apoiados pelo Prime. Nós procuramos investir em empresas que tenham um bom potencial de crescimento, que tenham mercado e que não estejam muito directamente sob concorrência de alguém que tenha uma vantagem competitiva evidente”. Em vez de segmentar os investimentos de capitais de risco por sectores de actividade, a New Capital prefere especializar os diferentes fundos (com a excepção do fundo participado pelo IDE) em cada uma das diferentes fases da vida das empresas. Esta opção estratégica foi tomada “primeiro, porque os nossos parceiros têm mais interesse na fase inicial da vida das empresas, tanto para a AEP como para a FLAD, que participam no New Early Stage Found. Segundo, porque acreditamos que faz sentido especializar os fundos pelo ciclo de vida das empresas, em vez de o fazermos por sectores de actividade, para podermos dar resposta a diferentes tipos de projectos, com estruturas de operação e requisitos significativamente distintos (Early Stage, Expansão, Buyouts, MBI’s ou MBO’s). Isto também nos permite ter parceiros diferentes, conforme o tipo de fundo”, garante Gonçalo Pereira Coutinho.
Tratando-se de um tipo de investimento em que a parceria passa pela intervenção na administração das empresas e não só pela injecção de capital, por vezes a divergência de opiniões poderá criar desentendimentos e prejudicar o desenvolvimento da empresa. Essas eventuais divergências são protegidas por uma cláusula contratual, para prevenir possíveis rupturas, ficando assim defendidos os interesses da New Capital e das próprias empresas. Mas Gonçalo Pereira Coutinho defende que “não queremos nem o oito nem o oitenta, ou seja, não queremos o «oito» de alguns investidores que têm administradores não executivos que visitam a empresa uma vez por ano, na altura das assembleias-gerais, nem o «oitenta» de termos administradores executivos que estejam na empresa todos os dias a fazer a gestão do dia-a-dia, porque consideramos que essa é a tarefa dos nossos parceiros. Nós pretendemos ter um lugar na administração das empresas em que investimos, através de um administrador executivo, que intervém nas principais decisões estratégicas da empresa, nas contratações de quadros, nas decisões de investimento ou desinvestimento mais significativas, na abertura de determinadas portas para a empresa como facilitador de negócios através da network do grupo Banif, na reestruturação financeira, por exemplo. É com esse tipo de decisões que queremos acrescentar valor às empresas, pois não achamos que acrescentemos muito valor estando a intervir no dia-a-dia da empresa”, definindo, assim, a postura da New Capital nos negócios de capitais de risco.


Novas parcerias
No entanto, a New Capital continua a encontrar parceiros estratégicos e Gonçalo Pereira Coutinho explica que ,“em Dezembro de 2004, estabelecemos ainda uma parceira com a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), que se tornou participante do New Early Stage Found, passando ainda, em Março de 2005, a deter uma participação de cinco por cento no capital da New Capital. A New Capital é, actualmente, participada em 55 por cento pelo Banif Investimento, em 20 por cento pela FLAD, em 20 por cento pela AEP e em cinco por cento pela ANJE”.


Fonte: O Primeiro de Janeiro
 

 

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