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Arriscar nos genéricos

Constituída em Outubro de 2003, a toLife é uma empresa que comercializa medicamentos genéricos e que procura a consolidação da sua posição no mercado. Desde Dezembro de 2004 tem como parceiro no seu capital social a PME Investimentos, através de um investimento de capital de risco, o que veio reforçar a capacidade de investimento da toLife.

A evolução do mercado dos medicamentos genéricos em Portugal tem sido lenta, mas progressiva e as perspectivas dos agentes de mercado são optimistas, num processo em que a confiança, quer dos doentes, quer dos médicos e farmacêuticos, na eficácia dos genéricos revela-se fundamental. No entanto, num mercado em que a presença das multinacionais se revela dominante, há empresas portuguesas que lutam por uma posição consistente num mercado onde a sua penetração é difícil. Francisco Velez, presidente da toLife, explica que, “apesar da toLife ter sido constituída em Outubro de 2003, só começou a actividade comercial em Junho de 2004, uma vez que estamos a falar de um tipo de negócio em que a criação das estruturas necessárias ao seu desenvolvimento é lenta, os produtos não estão automaticamente disponíveis, uma vez que a aprovação, por parte do Infarmed, das licenças de comercialização demora o seu tempo. Para além disso, a realização dos contratos de aquisição e fabricação dos medicamentos fazem com que todo este processo se torne demorado, ainda para mais para uma jovem empresa portuguesa como a toLife, num mercado onde as multinacionais têm uma presença muito forte”. Apesar dessas dificuldades, juntamente com a desconfiança que a entrada dos genéricos no mercado nacional, inevitavelmente, gerou, o futuro dos genéricos deverá ser risonho, até porque “eles são uma realidade em todo o mundo. Quase todos os países da Europa têm uma grande aceitação dos genéricos e a quota de mercado que detêm nos Estados Unidos é ainda maior. A entrada tardia dos genéricos em Portugal deve-se, essencialmente, à entrada tardia da patente de produto, o que aconteceu também em Espanha, França e Grécia, que aderiram aos genéricos, praticamente, ao mesmo tempo que nós”, salienta o presidente da toLife.
A questão da confiança nos genéricos para a sua utilização não passa, na opinião de Francisco Velez, tanto pelo doente, mas mais “pelos médicos e farmacêuticos, uma vez que são eles quem prescreve os medicamentos, mas que, felizmente, olham cada vez mais para os genéricos como uma mais--valia, para a generalidade da população, especialmente os doentes mais idosos normalmente com menor poder de compra e com doenças crónicas o que obriga não só a tratamentos prolongados e frequentemente com vários medicamentos em simultâneo. Em relação aos doentes, um estudo, divulgado recentemente, diz que 60 a 70 por cento dos doentes que utilizaram medicamentos genéricos ficaram satisfeitos com os resultados e isso é um sinal claro de confiança”.


A entrada do capital de risco

Em Dezembro de 2004 deu-se a entrada da PME Investimentos no capital social da toLife. O reforço de dois milhões de euros serviu, sobretudo, “para consolidar a nossa capacidade de intervenção no mercado. O início de actividade de uma empresa neste ramo é sempre um ponto crítico e quando se começa do ponto zero a robustez financeira é importante para que se atinja uma situação emergente num mercado tão competitivo como este. Por outro lado, o estudo e desenvolvimento de todo o projecto de avaliação, para a entrada do capital de risco na toLife, acabou por funcionar como uma forma de avaliação do nosso desempenho e do nosso projecto. A aprovação da parceria com a PME Investimentos acabou por validar ainda mais o nosso projecto”, recorda Francisco Velez. Este acaba por ser um sinal de abertura do mercado dos capitais de risco à indústria farmacêutica e vice-versa. A concretização desta operação “emitiu um sinal positivo para o mercado financeiro, onde a penetração deste tipo de empresas nem sempre é fácil, mas foi principalmente um sinal de confiança. O nosso projecto foi submetido a várias sociedades de capital de risco, todas elas com sinal positivo, mas, com a evolução do projecto, concluímos que a mais profícua seria a parceria com a PME Investimentos e, neste momento, é com grande satisfação que constato que foi uma opção acertada”, garante o presidente da toLife.
Para o ano de 2005, a toLife tem objectivos concretos, e Francisco Velez considera prioritária a “consolidação e afirmação da nossa posição no mercado. Em Janeiro deste ano lançámos três novos produtos no mercado, que se juntaram aos sete que já comercializávamos. Até ao final do ano queremos ter 20 produtos em comercialização. Em termos qualitativos, o nosso objectivo é sermos reconhecidos pela classe médica e farmacêutica como uma empresa que se diferencia pela excelência e pelo profissionalismo dos seus produtos, serviços e colaboradores, por forma a cimentarmos a nossa posição neste mercado competitivo como uma empresa em que o valor credibilidade é fundamental”. Todos estes objectivos serão alavancados pela evolução positiva do mercado dos medicamentos genéricos em geral, que, a verificar-se em Portugal, facilitará a missão da toLife.
Em Dezembro de 2004 deu-se a entrada da PME Investimentos no capital social da toLife. O reforço de dois milhões de euros serviu, sobretudo, para consolidar a nossa capacidade de intervenção no mercado. O início de actividade de uma empresa neste ramo é sempre um ponto crítico e quando se começa do ponto zero a robustez financeira é importante para que se atinja uma situação emergente num mercado tão competitivo como este. Por outro lado, o estudo e desenvolvimento de todo o projecto de avaliação, para a entrada do capital de risco na toLife, acabou por funcionar como uma forma de avaliação do nosso desempenho e do nosso projecto.


Fonte: O Primeiro de Janeiro
 

 

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